“Marias: Florir é Resistir” será apresentada em Florianópolis por Guilherme Detoni e Gabriele Schmitz
Exposição e documentário nascidos em Pinhalzinho levam à capital catarinense histórias reais de mulheres que romperam ciclos de violência e reconstruíram suas trajetórias
A obra “Marias: Florir é Resistir”, que transforma histórias marcadas pela violência contra a mulher em instrumentos de reflexão, conscientização e resistência, será apresentada oficialmente em Florianópolis no dia 20 de agosto. Guilherme Detoni, diretor-geral do documentário, e Gabriele Schmitz, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Pinhalzinho, estarão no Hotel das Canasvieiras para apresentar a exposição e a produção audiovisual que nasceu a partir dela.
O projeto retrata histórias reais de mulheres de Pinhalzinho que sofreram diferentes formas de violência praticadas por seus companheiros. Com o apoio de amigos, familiares e profissionais especializados, elas conseguiram romper os ciclos de violência e reconstruir suas trajetórias. Na obra, parte dessas experiências é ressignificada por meio da arte.
A exposição foi organizada pela Secretaria de Assistência Social de Pinhalzinho, por meio do CREAS, em parceria com o Departamento Municipal de Cultura. Inspirado na canção “Maria Maria”, de Milton Nascimento, e na exposição “Catarinas Itinerantes”, idealizada pelo Programa Rede Catarina de Proteção à Mulher da Polícia Militar de Santa Catarina, o projeto surgiu com a proposta de dar voz às mulheres que passaram por situações de violência e provocar uma reflexão na sociedade.
Artistas convidados também participaram da iniciativa, transformando, por meio de artesanato, quadros e pinturas, as experiências vividas pelas mulheres retratadas. Para preservar suas identidades, elas não aparecem identificadas pelos próprios nomes. Cada “Maria” escolheu o nome de uma flor para representá-la, reforçando a simbologia que acompanha toda a obra.
Depois da repercussão da exposição, a Secretaria de Assistência Social procurou o jornalista Guilherme Detoni para estabelecer uma parceria e levar aquelas histórias também para o audiovisual. Dessa iniciativa nasceu o documentário “Marias: Florir é Resistir”, dirigido por Detoni.
A produção apresenta relatos de mulheres que enfrentaram a violência dentro de seus próprios lares, conseguiram romper esses vínculos e iniciaram novos caminhos. A pré-estreia ocorreu em 1º de abril de 2026, na Câmara de Vereadores de Pinhalzinho, com a presença de autoridades, profissionais da rede de proteção e integrantes da comunidade.
Posteriormente, em 8 de abril, o documentário teve lançamento durante o Fórum Estadual de Assistência Social, em Piratuba, após a experiência desenvolvida em Pinhalzinho ser selecionada para apresentação no evento.
Agora, exposição e documentário chegam juntos a Florianópolis, onde Guilherme Detoni e Gabriele Schmitz apresentarão a trajetória da iniciativa e o trabalho desenvolvido a partir das histórias das mulheres participantes.
Para Detoni, levar a produção a Florianópolis amplia o alcance de histórias que nasceram em Pinhalzinho, mas abordam uma realidade que ultrapassa os limites do município. “A expectativa é muito positiva. Levar o ‘Marias: Florir é Resistir’ a Florianópolis significa fazer com que essas histórias alcancem novos espaços e ajudem a fortalecer uma discussão que precisa estar presente em toda a sociedade. O documentário nasceu para dar visibilidade a essas trajetórias e contribuir para o enfrentamento da violência contra a mulher e para a responsabilização dos agressores”, afirma.
Gabriele Schmitz destaca que a apresentação também representa uma oportunidade de compartilhar a experiência construída pelo CREAS e pela rede envolvida no projeto. “Chegar a Florianópolis com a exposição e o documentário é ampliar uma mensagem de acolhimento, conscientização e enfrentamento à violência. Nossa expectativa é que esse trabalho possa sensibilizar ainda mais pessoas, fortalecer a importância da rede de proteção e mostrar às mulheres que romper um ciclo de violência é possível e que existem caminhos e profissionais preparados para acolhê-las”, ressalta.
A apresentação do dia 20 de agosto representa mais um capítulo de uma iniciativa que começou dando forma artística às experiências dessas mulheres e, posteriormente, ganhou também as telas. Em Florianópolis, as “Marias” de Pinhalzinho levam suas histórias para um novo espaço, mantendo no centro da obra a mensagem que lhe dá nome: florir também é resistir.
Fonte: Informações do Grupo Guilherme Detoni
Comentários (2)
- Ana Ribeiro
Excelente cobertura, parabéns pelo trabalho!
- Paulo Nogueira
Ótima análise. Muito esclarecedor.

