Enfermeiro é investigado por suspeita de levar celulares e drogas para presídio em Chapecó
Operação Cura apura se profissional teria utilizado a atividade de enfermagem para facilitar a entrada de materiais proibidos no Complexo Prisional de Chapecó
Um enfermeiro é investigado por suspeita de utilizar a própria atividade profissional para facilitar a entrada de celulares e drogas no Complexo Prisional de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A investigação apura uma possível atuação do profissional em benefício de integrantes de uma organização criminosa ligada ao sistema prisional.
O caso é investigado no âmbito da Operação Cura, deflagrada na manhã de quarta-feira, 12 de agosto, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
De acordo com as informações divulgadas pelo MPSC, a suspeita é de que o enfermeiro tenha ultrapassado os limites legais de sua atuação profissional e utilizado sua condição funcional para favorecer pessoas vinculadas à organização criminosa investigada.
A apuração aponta que aparelhos celulares e substâncias entorpecentes teriam sido escondidos em embalagens de medicamentos e outros produtos destinados aos detentos. Dessa maneira, conforme a linha investigativa, os materiais proibidos poderiam chegar ao interior do complexo prisional.
Os materiais apreendidos durante as diligências serão submetidos a exames periciais realizados pela Polícia Científica. Até a divulgação das informações, não haviam sido detalhados quais objetos foram recolhidos durante o cumprimento do mandado.
Investigação é desdobramento de outra operação
A Operação Cura é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis, investigação relacionada à atuação de uma organização criminosa em Santa Catarina. Nesta nova etapa, as autoridades buscam esclarecer a eventual participação do enfermeiro na entrada de materiais ilícitos no sistema prisional, além de apurar uma possível ligação entre o profissional e integrantes da organização investigada. O procedimento permanece sob sigilo. Por esse motivo, novas informações deverão ser divulgadas somente quando houver autorização para tornar públicos outros elementos dos autos. A identidade do enfermeiro investigado não foi divulgada. O caso permanece em investigação e, até o momento, as informações apresentadas dizem respeito a suspeitas apuradas pelas autoridades, sem indicação de condenação do profissional.
Fonte: Com informações do Jornal Extra SC
Comentários (2)
- Ana Ribeiro
Excelente cobertura, parabéns pelo trabalho!
- Paulo Nogueira
Ótima análise. Muito esclarecedor.

