DNA da recém-nascida poderá revelar quem violentou menina de 11 anos em Santa Catarina
Após o parto ocorrido dentro de casa, a investigação tenta reconstruir uma gestação que teria passado despercebida; criança ainda não foi ouvida formalmente e não há suspeito identificado.
O parto que chocou Santa Catarina terminou, mas a parte decisiva do caso está apenas começando: descobrir quem violentou a menina de 11 anos que deu à luz dentro do banheiro de casa, em Curitibanos.
Sem um suspeito identificado até o momento, o DNA da recém-nascida poderá se tornar uma das principais provas da investigação. Segundo o delegado Fabiano Rizzatti, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, o exame poderá ser solicitado caso a menina não consiga indicar o responsável ou se uma pessoa investigada negar a paternidade.
A criança ainda não havia prestado depoimento formal porque permanecia hospitalizada. Esse relato deverá ser colhido com os cuidados exigidos para evitar que ela seja submetida novamente ao sofrimento vivido.
A menina deu à luz sozinha durante a madrugada de quinta-feira (10). De acordo com o relato da família, ninguém sabia da gravidez. Os familiares perceberam que algo grave estava acontecendo ao ouvirem os gritos vindos do banheiro.
Quando os bombeiros chegaram à residência, o nascimento já havia ocorrido. A recém-nascida estava viva e ainda permanecia ligada à menina pelo cordão umbilical. As duas receberam atendimento e foram encaminhadas ao Hospital Hélio Anjos Ortiz, em Curitibanos.
A menina sofreu uma laceração extensa, precisou passar por sutura e permaneceu internada. A bebê também ficou sob acompanhamento médico.
Agora, a Polícia Civil terá de reconstruir os meses anteriores ao nascimento. A apuração deverá buscar elementos que permitam saber quando a violência ocorreu, quem mantinha contato com a criança e quem pode ser responsabilizado. Os familiares também deverão ser ouvidos no decorrer do inquérito.
A família declarou que desconhecia a gestação. Relatos iniciais apontam que a menina não apresentava barriga aparente e teria continuado menstruando durante o período. Essas informações ainda precisam ser examinadas pelas autoridades e não explicam, por si só, todas as circunstâncias do caso.
Como a menina tem apenas 11 anos, qualquer ato sexual envolvendo-a é considerado estupro de vulnerável. Nessa idade, a legislação brasileira não reconhece consentimento para a prática.
O Conselho Tutelar acompanha a criança e a recém-nascida. Enquanto ambas recebem proteção e atendimento, a investigação concentra-se na pergunta que ainda não foi respondida: quem é o responsável pela violência que resultou nessa gravidez?
Até a última atualização, nenhum nome havia sido divulgado e não existia suspeito oficialmente identificado. A identidade das crianças deve permanecer preservada.
Comentários (2)
- Ana Ribeiro
Excelente cobertura, parabéns pelo trabalho!
- Paulo Nogueira
Ótima análise. Muito esclarecedor.

